Para quem perdeu alguma música da CÁPSULA ESPACIAL do Sala de Música eis, finalmente, a lista completa... grande abraço até a próxima lista!
01 - "CARINHOSO" - MARIA BETHÂNIA 02 - "TREM DAS ONZE" - DEMONIOS DA GAROA 03 - "AS ROSAS NÃO FALAM" - CARTOLA 04 - "AQUARELA DO BRASIL" - GAL COSTA 05 - "VAI PASSAR" - CHICO BUARQUE
06 - "ROMARIA" - ELIS REGINA 07 - "EU SEI QUE VOU TE AMAR" - TOM JOBIM 08 - "ASA BRANCA" - LUIZ GONZAGA 09 - "TRAVESSIA" - MILTON NASCIMENTO 10 - "BRASILEIRINHO" - WALDIR AZEVEDO
11 - "EMOÇÕES" - ROBERTO CARLOS 12 - "CONCEIÇÃO" - CAUBI PEIXOTO 13 - "NERVOS DE AÇO" - PAULINHO DA VIOLA 14 - "O QUE É QUE A BAIANA TEM" - CARMEM MIRANDA C/ DORIVAL CAYMMI 15 - "TERRA" - CAETANO VELOSO
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E finalmente chegamos ao final da lista das 15 músicas que foram selecionadas para a Cápsula Espacial que o quadro Sala de Música, do programa CBN Total, vai levar (num exercício de imaginação) às profundezas do espaço sem fim com o objetivo de levar um pouco da cultura brasileira para outros mundos.
E o último nome dessa lista é Caetano Veloso, que interpreta a música "Terra", uma homenagem à Bahia e ao nosso planeta.
Terra (Caetano Veloso)
Os Doces Bárbaros (Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Gilberto Gil)
Caetano Emanuel Viana Teles Veloso nasceu em Santo Amaro da Purificação, no dia 7 de agosto de 1942.
Em 1960 mudou-se para Salvador, onde aprendeu a tocar violão.
Iniciou a carreira interpretando canções de bossa nova influenciado principalmente pela música de João Gilberto.
Em seguida ajudou a criar a Tropicália deslocando a melodia pop na direção de um ativismo político e de conscientização social.
O nome ficou então associado ao movimento hippie do final dos anos 60 graças também ao trabalho feito junto ao grupo Os Doces Bárbaros, que tinha também em sua formação Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia.
Participou na juventude de espetáculos semi-amadores ao lado de Tom Zé.
O primeiro trabalho musical foi uma trilha sonora para a peça teatral Boca de ouro, do escritor Nelson Rodrigues, do qual Bethânia participou em 1963, e também escreveu a trilha da peça A exceção e a regra, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, dirigido por Álvaro Guimarães, na mesma época em que ingressou na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia.
O primeiro LP gravado, em parceria com Gal Costa, foi Domingo em 1967, produzido por Dori Caymmi, lançado pela gravadora Philips.
Mesmo sem grande retorno comercial conseguiu bom reconhecimento à dupla no meio musical da época, como Elis Regina, Wanda Sá e Edu Lobo.
Nesse mesmo ano, a canção Alegria, Alegria, que fez parte do repertório do primeiro LP individual, Caetano Veloso, lançado em janeiro de 1968, enlouqueceu o público presente ao terceiro Festival de Música Popular Brasileira (TV Record, outubro de 1967), juntamente com Gilberto Gil, que interpretou Domingo no Parque, classificadas respectivamente em quarto e segundo lugar, inaugurando o início do Tropicalismo.
A consumação do movimento deu-se com o lançamento do álbum Tropicália ou Panis et Circensis, com data de lançamento de julho de 1968. Um disco coletivo que contou com as participações de Nara Leão, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Tom Zé, Gil e Gal. Desde disco a canção de maior impacto era É Proibido Proibir, da sua autoria, que ocasionou um irado discurso contra o público e o júri do 3º Festival Internacional da Canção, no Teatro da Universidade Católica (São Paulo, em 15 de setembro de 1968).
A frase "Vocês não estão entendendo nada!", aos berros é um dos momentos antológicos da época.
Desde o início da carreira, Veloso sempre demonstrou uma posição política ativa e esquerdista, ganhando por isso a inimizade do regime militar instituído no Brasil em 1964. Por esse motivo diversas canções foram freqüentemente censuradas neste período, e algumas até banidas.
Em 27 de dezembro de 1968, Veloso e o parceiro Gilberto Gil foram presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira.
Foram levados para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e tiveram suas cabeças raspadas.
Ambos foram soltos em 19 de fevereiro de 1969, uma quarta-feira de cinzas, e seguiram para Salvador, onde tiveram de se manter em regime de confinamento, sem aparecer nem dar declarações em público.
Em julho de 1969, após dois shows de despedida no Teatro Castro Alves, nos dias 20 e 21, Caetano e Gil partiram com suas mulheres, respectivamente as irmãs Dedé e Sandra Gadelha, para o exílio na Inglaterra.
O espetáculo se transformou no disco Barra 69, de três anos mais tarde.
O primeiro show de Caetano, na volta ao Brasil, em 1972, Caetano encarava um público de brincos de argolas, tamancos, baton, e tomara-que-caia.
Com isso tornou-se a maior referência para o artista Ney Matogrosso - que mais tarde estrearia no grupo Secos&Molhados.
Caetano também trabalhou como produtor musical, com João Gilberto (João voz e violão), Jorge Mautner (Antimaldito), Gal Costa (Cantar) e a irmã Maria Bethânia (Drama - Anjo Exterminado).
O compositor também é constantemente gravado por outros intérpretes.
O clima da Tropicália foi retomado no álbum Tropicália 2, de 1993, que comemorou os vinte e cinco anos do movimento e trinta anos de amizade entre Caetano e Gil.
Em 1973, Caetano protagonizou outro episódio marcante quando apresentou-se no evento Phono 73, uma série de espetáculos promovidos pela gravadora Philips, no Anhembi (São Paulo), onde ele cantou a canção Eu vou tirar você deste lugar, do cantor considerado brega Odair José.
Em 1979, ele faria novamente as pases com as vaias ao apresentar-se em um festival na TV Tupi defendendo a canção Dona culpa ficou solteira, de Jorge Ben, e além das vaias da platéia teve a canção desclassificada.
O disco homônimo do grupo Doces Bárbaros é considerado uma obra-prima; apesar disso, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado.
O encontro promovido pelos 4 cantores (Gal, Caetano, Bethânia e Gil) foi tema de filme com direção de Jom Tob Azulay, lançado em DVD e enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994, com a canção Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu.
Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry Fields Forever, São João Xangô Menino e O seu Amor, todas gravações raras.
Nos anos 80, cresceu a popularidade no exterior, principalmente em Israel, Portugal, França e África.
Em 2004, Caetano foi considerado um dos mais respeitados e produtivos pop stars latino-americanos no mundo, com mais de cinqüenta álbuns lançados, incluindo canções em trilhas sonoras
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Antes de comentar a décima quarta música da Cápsula Espacial do Sala de Música eu vou começar hoje falando de Lupicínio Rodrigues, que eu não dei crédito como compositor na canção número 13 interpretada por Paulinho da Viola "Nervos de Aço".
Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 - Porto Alegre, 27 de agosto de 1974)
O compositor Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam principalmente a melancolia por um amor perdido.
Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, por causa dos amores não resolvidos.
De 1935, trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS.
Boêmio, foi proprietário de diversos bares, churrascarias e restaurantes com música, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.
Torcedor do Grêmio, compôs o hino do tricolor, em 1953.
Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube.
Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas.
E a penúltima música que foi selecionada para a Cápsula Espacial do Sala de Música é "O que é que a baiana tem?" de Dorival Caymmi na voz de Carmem Miranda.
Maria do Carmo Miranda da Cunha (Marco de Canaveses, 9 de Fevereiro de 1909 - Beverly Hills, 5 de Agosto de 1955)
Carmen Miranda nasceu em Portugal, mais precisamente em Marco de Canaveses, em 9 de Fevereiro de 1909 e faleceu em Beverly Hills, EUA, no dia 5 de Agosto de 1955.
A cantora e atriz, que atuou no teatro e cinema, se tornou famosa internacionalmente como principal divulgadora da música brasileira na década de 1930 a 1950.
Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos.
Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o Brasil, onde se instalou no Rio de Janeiro.
Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de idade.
Carmen nunca mais voltaria à sua terra natal, o que não impediu que a câmara municipal do Marco de Canaveses desse seu nome ao museu muncipal.
Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento passou a promovê-la em gravadoras e teatros.
O grande sucesso viria a partir de 1930, quando grava a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí"), de Joubert de Carvalho.
Antes do fim do ano, Carmen já é apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira".
Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914 - Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2008)
Cantor, compositor, pintor e ator teve toda a sua obra influenciada pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano.
Tendo como base a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando sensibilidade nos versos, além de uma sensualidade nas letras e riqueza melódica.
Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos orgãos em consequência de um câncer renal que possuia há 9 anos. Permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007.
Dorival compôs obras como Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem, Rosa Morena. Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris.
Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Caymmi era descendente de italianos pelo lado paterno, as gerações da Bahia começaram com o seu bisavô, que chegou ao Brasil para trabalhar no reparo do Elevador Lacerda e cujo nome era grafado Caimmi.
Ainda criança, iniciou sua atividade como músico, ouvindo parentes ao piano.
Seu pai era funcionário público e músico amador, tocava, além de piano, violão e bandolim. A mãe, dona de casa, cantava apenas no lar. Ouvindo o fonógrafo e depois a vitrola, cresceu sua vontade de compor.
Com treze anos, interrompe os estudos e começa a trabalhar em uma redação de jornal O Imparcial, como auxiliar. Com o fechamento do jornal, em 1929, tornou-se vendedor de bebidas.
Em 1930 escreveu sua primeira música: 'No Sertão", e aos vinte anos estreou como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.
Filho de santo de Mãe Menininha do Gantois, para quem escreveu em 1972 a canção em sua homenagem: "Oração de Mãe Menininha", gravado por grandes nomes como Gal Costa e Maria Bethânia.
O primeiro grande sucesso O que é que a baiana tem? cantada por Carmen Miranda em 1939 não só marca o começo da carreira internacional da Pequena Notável vestida de baiana, mas influenciou também a música popular dentro do Brasil.
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Estamos chegando quase na reta final das 15 músicas da Cápsula Espacial.
Hoje o décimo terceiro nome da lista é Paulo César Batista de Faria.
"Nervos de Aço" (Lupicínio Rodrigues) Paulinho da Viola
Onde está o Wally? não, onde está o Paulinho(Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1942)... bem no centro, entre grandes nomes da música nacional - foto histórica tirada na casa de Vinicius de Moraes.
O cantor, compositor e violonista é filho do violonista César Faria (do conjunto de choro Época de Ouro).
No início de carreira, ainda muito jovem, foi parceiro de nomes ilustres do samba carioca, como Cartola, Elton Medeiros e Candeia, entre outros.
Uma característica importante da obra de Paulinho é a capacidade de ser inovadora e tradicional ao mesmo tempo.
Os sambas e choros do músico apresentam inovações melódicas e harmônicas, sempre desenvolvendo e modernizando e evitando que estes gêneros envelheçam.
Outro mérito do trabalho dele é o hábito de gravar músicas de nomes às vezes esquecidos do samba como Silas de Oliveira e Wilson Batista ao mesmo tempo em que não deixa de valorizar o trabalho de novos compositores.
A participação do grupo Época de Ouro no show Sarau na década de 70, levou o Choro novamente para uma posição de destaque dentro do cenário da música brasileira.
Assim como Cartola a música de Paulinho da Viola fala do dia a dia das pessoas com uma poesia toda especial.
Também foi um dos poucos artistas a gravar temos que apontavam para a questão da ecologia antes de o assunto entrar na pauta de governos e redações.
Paulinho da Viola é, sem dúvida, um dos maiores talentos da história da MPB.
Paulinho da Viola é portelense e fanático torcedor do Vasco.
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A décima segunda música da Cápsula Espacial do Sala de Música, que deverá levar "audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve" as 15 maiores músicas da música popular do Brasil, segundo critérios da produção e sugestão de nossos ouvintes é a música "Conceição" com Caubi Peixoto
Cauby Peixoto e as suas fãs - Anos 50
Cauby Peixoto nasceu em Niterói em fevereiro de 193. em uma família que tinha a música no sangue; o pai tocava violão e a mãe bandolim; os irmãos eram instrumentistas, e o tio pianista.
O estilo musical do cantor é um híbrido dos standards americanos e do Samba-canção.
A voz de Cauby é caracterizada pelo timbre grave e aveludado e o visual inclui figurinos e penteados excêntricos.
O artista está em atividade desde a década de 1940 e já foi considerado pela revista Time and Life como: O Elvis Presley brasileiro.
Excursionou pelos EUA, onde gravou, com nome artístico de Ron Coby, um LP com a orquestra de Paul Weston, cantando em inglês.
Cauby também atuou no filme Jamboreé, da Warner Brothers.
Ele mantém uma carreira regular realizando shows em boates e clubes ao longo das décadas.
Em 1980, em comemoração aos 25 anos de carreira, lançou pela gravadora Som Livre o disco Cauby, Cauby, com composições escritas especialmente para ele por Caetano Veloso, Chico Buarque (Bastidores), Tom Jobim (Oficina), Roberto Carlos e Erasmo Carlos (Brigas de amor) e outros.
Atualmente, apresenta-se nas noites de segunda feira no Bar Brahma, tradicional templo da boemia paulistana, localizado na famosa esquina da av. Ipiranga com a av. São João, eternizada na música Sampa de Caetano Veloso.
A temporada do cantor já dura mais de dois anos, com ingressos concorridos.
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PERFIL
João Carlos Santana é locutor, produtor, colunista, radialista e jornalista especializado em música. É produtor e apresentador do programa Sala de Música, que vai ao ar nas noites de sábado, das 21h às 22h, desde 2005 onde recebe semanalmente nomes consagrados da música brasileira, da música internacional, artistas independentes, iniciantes, jornalistas e produtores. É também comentarista e crítico musical no programa CBN Total desde 2005.
Iniciou carreira no rádio na década de 80 no litoral de São Paulo. Na capital, antes de assumir os microfones da CBN, atuou em emissoras como Gazeta FM, Nativa FM e Nova Brasil FM. Desde o início de carreira desenvolveu atividades nas áreas de produção musical, produção jornalística, locução e apresentação de programas de diversos estilos e públicos como rock, pop/rock, popular, adulto contemporâneo e MPB.
Como locutor voice-over já desenvolveu trabalhos para emissoras de TV a cabo como Discovery Channel, Discovery Kids, Travel Channel e Animal Planet.